quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Poema "Espelho"



Eu te vejo, eu posso te sentir.
Eu posso sentir o seu interesse.
Eu posso ouvir o que falas.
Estou sentado, assistindo a todo esse espetáculo.
Posso sentir o seu medo, é como se houvesse uma conecção.
Eu posso sentir o que sentes.
Posso ouvir o que ouves.
É tudo tão confuso,
É como se fossemos um só.
Eu penso o que pensas.
O medo é parte de nós agora.
Ele está nos unindo ainda mais.
Agora posso fazer o que fazes.
Entro em desespero.
Tento não me afogar em todas essas lágirmas derramadas.
Tento não afundar em todo esse sangue espalhado pelo chão.
Sangue que não sei de onde veio.
O ódio está dentro de nós.
Um ódio incontrolável.
Um ódio que me manda matar-te.
E todo esse sangue no chão.
Que não sei de onde veio.
Eu te vejo, estás à minha frente.
Eu posso te sentir.
Sinto tudo o que sentes.
Todo o ódio, todo o medo, toda a vontade de matar.
Toda a vontade de saber o que acontece.
Toda a vontade de saber de onde veio aquele sangue espalhado pelo chão.
Não temos mais o amor em nossos corações.
E ele era a nossa única esperança de salvação.
Ele sumiu, não sei como.
Desapareceu sem ao menos um motivo.
Queria entender o que acontece.
Queria não sentir o que sentes.
Somos tão parecidos.
O medo e o ódio são muito fortes.
E juntos são ainda mais.
Eles mandam-me matar-te.
E esse imenso espelho em minha frente.
Somos tão parecidos.
Não posso mais aguentar essa tortura.
E esse espelho imenso em minha frente.
E já é tarde demais, não aguento mais nem um instante.
A tortura de não entender o que está acontecendo é imensa.
Tenho que acabar com essa situação que me consome.
Vou mar-te.
Espero que entenda.


Poema feito por meu amigo Igor Belli,seu blog Papel e caneta .
[C%C3%B3pia+de+SAM_2659.JPG]

2 comentários: